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Das mega produções para o seu bolso: o videoclipe e o mobile

A evolução da raça humana pode ser medida por diversos fatores, e cada pessoa escolhe um. Algumas pessoas gostam de observar a evolução na arte. Outras se apegam aos métodos de produção. Eu, particularmente, sou um cara muito apegado às telas. Isso mesmo, telas.
Se formos procurar, as definições de telas são inúmeras, mas a mais comum é “uma superfície onde imagens são exibidas”. Pensando assim, podemos criar esse panorama histórico de telas, vindo das paredes das cavernas, passando por pinturas, televisão, computadores e, é claro, chegando ao celular.

Além disso, enquanto fazemos essa retrospectiva, também podemos notar que o celular é um dos poucos dispositivos que, além de funcionarem para exibir uma peça audiovisual, também podem ser usados para criá-la. Se há alguns anos uma câmera HD era artigo de grandes produções cinematográficas, hoje temos tecnologias superiores bem mais acessíveis em nossos bolsos.

O mobile enquanto tela

E a mudança que isso gera não é só tecnológica, mas também cultural.Mudando os meios, mudamos a forma como as histórias são contadas. Enquanto a televisão e o cinema nos acostumaram a assistir filmes na horizontal, o celular girou a nossa perspectiva e levou o vídeo para a vertical. Isso não muda só a posição, mas o fluxo das imagens que aparecem. Enquanto o horizontal nos faz enxergar da direita pra esquerda, o vertical nos dá profundidade. É como aquele joguinho de celular, o Temple Run, onde o personagem corre “pra dentro” da tela, pulando e desviando de obstáculos.

A indústria ainda não tem aproveitado muito essa lógica para produzir materiais para telefone. Ao invés disso, os exemplos mais notáveis de vídeos feitos para celulares emulam a experiência de mexer no celular, veja:

O mobile enquanto dispositivo de captação

Enquanto o mercado de produção PARA O celular não avança muito, a produção COM O celular vem crescendo. Praticidade, baixo custo e, nos últimos tempos, boa qualidade. Esses fatores tem influenciado realizadores audiovisuais a produzirem vídeos usando smartphones. Um exemplo é o vídeo abaixo, gravado totalmente em um Iphone 5:

Nesse caso, todo o stopmotion e todas as imagens gravadas foram feitas com a câmera do celular. E, pasmem, esse vídeo é de 2013! De lá pra cá, a tecnologia já evoluiu bastante, e, com ela, a qualidade das câmeras. Isso se nota nesse vídeo, feito somente com um Iphone 6S e um case de proteção à água:

 

Os novos celulares fazem vídeos em até 4K, gravam e reproduzem slow motions, time-lapses e muito mais. Vai do diretor pensar em como usar essas ferramentas para acrescentar elementos à sua narrativa. Até porque, vídeos com celular não são uma escolha puramente orçamentária, porque tem gente com bastante grana fazendo isso. É o caso, por exemplo, de Kanye West, no clipe de “Only One”, dirigido por Spike Jonze (o cara que fez metade dos clipes mais legais do mundo). Confiram:

Bom, o que eu quero dizer é: o videoclipe já chegou ao celular. Atue o aparelho como tela ou como forma de captar, temos um dispositivo muito capaz. Então, antes de reclamar de como um videoclipe é caro, feche o Whatsapp e descubra do que o celular é capaz.

– Postado originalmente em newyeahmusica.com

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